Pensatas Poéticas

Acordei sentimentos matinais. 
Um choro de criança ferida ouve-se em minha alma. Vagarosamente, entre soluços e incontidas lágrimas, caminho tateando por entre labirintos de móveis em forma de gente. Procuro adiante um traço do que fui, vejo borrões. Alucinado, contemplo o escuro, tropeço em móveis-gente, e os abraço. Uns respondem, outros silenciam. Afinal, móveis que o são, não se dão ao luxo de esticar mãos, acolher inquietudes e acarinhar pensamentos. Sigo pela trama do tecido de que é feito o viver, embaraçado, confesso que cansei... Respiro ofegante. Acalmo sensações. Revejo saudades escondidas, viajo para lugares recônditos, apriscos de meu ser. Movo-me até eles e sinto a paz. Uma alegria imensa me invade, ali vejo outros belos e afetuosos seres, não estou só!

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