Três gestoras que trouxeram ventos às minhas velas no Banco do Brasil


Em 1986, ano que entrei no BB, ele cheirava a papel carbono, café requentado nas copas das agências e tinha a sonoridade de máquinas registradoras e carimbos-tanque. Nos corredores, camisas sociais em tons sóbrios, gravatas alinhadas, paletós escuros, sapatos bem engraxados. Pouca risada interna. Muita compostura. O formalismo era espesso, quase militar. As hierarquias eram nítidas. A seriedade parecia fazer parte do uniforme invisível de todos.

Foi nesse ambiente que entrei no Banco do Brasil, exatamente no momento em que se anunciava a perda da chamada conta movimento, aquela espécie de funding federal que sustentava, entre outras frentes, o crédito rural brasileiro. Para quem viveu aquilo por dentro, sabe: não era uma notícia qualquer. Era como se uma engrenagem central da velha máquina institucional tivesse sido retirada de repente, obrigando o banco a reaprender a existir. O Banco do Brasil atravessava ali uma de suas grandes metamorfoses. Precisava rever modelos de negócio, práticas de gestão e até sua própria identidade institucional.

Havia insegurança no ar. Uma espécie de névoa pairando sobre mesas, pastas, corredores e conversas. Foi nesse clima que cheguei à agência Poções. Minha recepção veio em forma de espanto, quase como uma pergunta atravessada: “Mas o que foi que tu fez, rapaz, na Paraíba, largando o Banorte e vindo pro Banco do Brasil num momento desses?”

A pergunta fazia sentido. Eu havia deixado um banco privado onde trabalhava como compensador. Durante o dia, cursava Engenharia Civil na Universidade Federal da Paraíba. Tinha uma rotina puxada, mas organizada. Somando o cargo de compensador-chefe com o adicional noturno, meu salário era praticamente o dobro do inicial oferecido pelo Banco do Brasil. Ainda assim, decidi mudar. Ao entrar no BB, passei a ganhar menos, em condições mais difíceis, e ainda migrei quase 1.800 quilômetros para longe da minha cidade natal. Não era exatamente uma decisão lógica.

Alguns anos depois, já na Paraíba, em Campina Grande, comecei outra travessia pessoal. Em 1991, fui fazer Psicologia. E essa decisão nasceu de uma discussão que tive numa reunião de agentes de pastoral na Paróquia do Rosário. Mas essa é outra história, dessas que pedem mais tempo, outra ambiência e uma crônica à parte.

O Banco do Brasil daquela época era, essencialmente, uma instituição masculina. No cotidiano das agências, poucas mulheres ocupavam os espaços de trabalho e quase nenhuma chegava aos cargos de liderança. A liderança tinha quase sempre o mesmo rosto: masculino, formal, hierárquico. Talvez por isso, quando uma mulher surgia em posição de comando, a cena quebrasse a paisagem. Interrompia o automático das expectativas.


Graça Machado: A vanguarda que dá rosto à solução

A primeira dessas forças foi Graça Machado. Minha admiração por ela começou antes mesmo da convivência direta. Eu atuava como polo externo de vendas do Ourocard, visitando comerciantes na praça de Campina Grande para vender afiliação. Naquele tempo, poucos sabiam direito o que era aquilo, e a resistência era enorme. Foi nessas andanças que comecei a ouvir falar de Graça. Seu nome surgia na boca dos comerciantes sempre acompanhado de respeito. Falavam de sua capacidade de ouvir, resolver e encontrar saídas. Falavam de alguém que não empurrava dificuldades com a barriga, nem se escondia atrás do balcão. Minha admiração começou assim, pela boca dos clientes, antes mesmo da convivência. Graça me ensinou pelo exemplo sobre a importância vital do bom atendimento.

Na agência Rua João Pessoa, nos idos de 1990, Graça me marcou profundamente por sua forma de liderar. Para ela, excelência no atendimento não era slogan; era prática, compromisso diário e quase uma vocação. Por seus clientes, ela movia montanhas. Mas Graça Machado era muito mais do que uma gerente resolutiva; ela estava, na verdade, décadas à frente de seu tempo.

Enquanto o sistema bancário ainda operava de forma mecânica, ela já aplicava intuitivamente os fundamentos do que viria a ser o Programa Nacional de Qualidade e Excelência. Graça possuía uma visão integral e sistêmica da cadeia produtiva do cliente que era rara de se ver. Ela não olhava apenas para o crédito isolado, mas compreendia as necessidades reais de ponta a ponta, antecipando gargalos e criando soluções que iam além do balcão.

Sua gestão era um exercício precoce de inteligência estratégica e empatia radical. Num modelo ainda tão rígido e patriarcal, ela abriu caminho a fórceps, exercendo autoridade sem perder a elegância ou endurecer a alma. Foi a primeira mulher do Banco do Brasil nomeada gerente geral de agência na Paraíba e, depois, a terceira superintendente adjunta. Sua trajetória é a prova viva de que a qualidade de atendimento e a visão sistêmica do negócio são, antes de tudo, manifestações de respeito humano e vanguarda administrativa.

Graça dava rosto às soluções.

Maria Paula Aranha: A alma que me fez debutar na DG

Outra líder que deixou marca funda em minha travessia foi Maria Paula Aranha. Anos depois, fui parar numa diretoria do banco em Brasília. O clima ali era outro: ar-condicionado mais frio, carpetes espessos, telefones silenciosos, baias divisórias, café pão e e leite passando para o lanche. E eu, já psicólogo e observando tudo, e aflito. Passei na seleção de analista júnior, justamente na Controladoria. Que eu mal sabia que liderava uma revolução contábil no BB, da forma de precificar e avaliar os resultados dos negócios. Parecia o começo de uma piada corporativa. Foi então que surgiu Paulinha.

Paulinha foi minha madrinha naquela primeira valsa da diretoria. Quando deixei a carreira de agências, foi ela quem me ajudou a debutar naquele ambiente. Ela tinha o dom raro de traduzir o "controladrês" para uma linguagem humana. Naquele tempo, ela implantava um modelo de contabilidade gerencial, uma tarefa hercúlea, mas nunca se deixava sequestrar pela urgência. Parava nas mesas, perguntava da vida, demonstrava interesse sincero. Envolvia-se para além do crachá. Para Paulinha, gente não cabia numa planilha de Excel; pessoas vinham com suas subjetividades, desejos e medos. E, curiosamente, ela era também uma das maiores mestras que já vi no próprio Excel. Quando Paulinha gargalhava, o que era comum, todo mundo se curava, seja de que mal estivesse sofrendo. Seu jeito brincalhão, desobstruía safenas corporativas, de corações mais duros, entupidos pelos complexos números do mercado bancário.  

Paulinha dava alma aos números.

Eliane Mattioli: As asas para a utopia ativa

Mais adiante, cruzou meu caminho Eliane Mattioli. Ela era um "trovão bom" em forma de gente. Mattioli deu asas à minha primeira carreira gerencial, como Gerente de Projeto Nível I do DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável). Sempre a vi como uma acendedora de lampiões, riscando luz no escuro antes que a noite tomasse conta de tudo.

Ela acreditou, antes de muita gente, que o Banco do Brasil poderia ser promotor de transformação social. Pegava textos utópicos e documentos densos e os convertia em algo prático, didático, quase um feijão com arroz bem feito para associações de moradores distantes. Viajamos o Brasil capacitando gestores. Nunca a vi rabugenta ou descrente. Mattioli tinha uma esperança ativa: não diminuía o tamanho do sonho para caber na preguiça do sistema; ela puxava o futuro para mais perto. Ela tinha o dom de nos fazer acreditar em impossíveis, e em articular, numa causa comum, parceiros tidos como inimigos, ou impensáveis de sentarem-se à mesa, para uma concertação social. 

Mattioli dava vida às utopias.


O Vento nas Velas e a Longelescência

Quando olho para trás e estendo esse pequeno varal de memórias profissionais, percebo que essas três mulheres foram minhas primeiras lições sobre o que viria a ser o cerne da minha própria jornada. Sem saber, elas já exercitavam o que passei a chamar de longelescência: aquela capacidade rara de equilibrar o peso da experiência institucional com o frescor da audácia juvenil. Aprendi com:

Graça Machado:  Que a liderança não permite que o processo esconda o ser humano. Ela ensina que, por trás de cada "problema", existe uma biografia. Ela dá rosto e significado às necessidades humana e soluções.

Maria Paula Aranha:
 Que a liderança que dados pedem temperatura afetiva, para não serem inertes. Ela transforma a planilha em partitura. Ela dá vida e emoção a projetos e desafios.

Eliane Mattioli:
  Que a liderança que não se deixa cegar pelo realismo cínico. Ela mantém o fogo aceso para que o futuro não seja apenas uma repetição do presente. Ela dá luz e magia ao impossível, ao "não pode, não dá".

Elas provavam que a alma não precisa envelhecer junto com o tempo de serviço; que a verdadeira longevidade profissional não se mede pelo tempo que ficamos no cargo, mas pela intensidade do vento que deixamos nas velas de quem vem com a gente. Como quem acende lampiões em noite escura, elas me ensinaram que liderança de verdade serve para iluminar travessias, renovar paisagens e ajudar a empurrar o mundo para um lugar mais justo. Exemplos de lideranças. 

50 comentários:

  1. Obrigada meu amigo! Você me fez fazer uma viagem a nossa querida Campina Grande na agência da Rua João Pessoa e relembrar com felicidade e lágrimas nos olhos. Parece que foi ontem❤️

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    1. Que bacana que este debulhar de letrinhas causou essa viagem bacana, a uma história de vida tão rica e fecunda.

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  2. Parabéns D. Graça. A senhora é um exemplo de profissional e mulher. 🌺🌺🌺🌺🌺

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  3. Que texto maravilhoso! Realmente a Graça Machado é uma inspiração a todas as mulheres!

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  4. D. Graça, exemplo de profissional, uma inspiração para mim!

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  5. Graça Machado é uma referência que inspira mulheres e líderes de várias gerações, tanto pelo exemplo de força e coragem, quanto pelo olhar cuidadoso e acolhedor com aqueles que precisam. Ela é, para além de uma líder, uma missionária.

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    1. Concordo contigo, e tem mais uma camada que não explorei, Gracinha nunca deixou o poder subir à caveça. Traava igual, do vigilante ao melhor cliente da agência.

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  6. Trabalhei com Graça Machado. Sinto o mesmo que o Ricardo comentou. Ela é sensacional

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  7. KARLA LIMA DE QUEIROZ10 de março de 2026 às 21:11

    Um orgulho danado chamado Tia Graça!

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  8. Parabéns, mulheres divinas. Em especial uma que convivi e ainda convivo, cheia de graça, a Graça. Cuja tradução do nome é de fato Solução. Cheia de Graça...graça de Deus, o rosto da Solução 👋

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    1. Adorei teu comentário. E é bem isso, cheia de graças. Excede em energia, vontade de ser, fazer e acontecer.

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  9. Maria Paula e Eliane não tive o prazer de conhecer, infelizmente.

    Graça Machado conheci num dos momentos mais difíceis do BB, em 1995, no PDV. Eu trabalhava no FUNCI e ela era gerente da Agência 515 Norte. O acolhimento, muitas vezes na sua própria casa, aos que foram remanejados para Brasília era um gesto de humanidade e afeto.

    Fui com ela para Cassi, e não tinha associado que ficasse sem uma resposta para suas demandas.

    Ela continua sendo a mesma pessoa, nestes meus 30 anos de convivência. Disponível para o Presidente bem como para o "contínuo".

    Um exemplo a ser seguido!

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    1. Meu Deus Maísa, que comentário tão belo e tocante. Aquele momento tão difícil do PDV pedia centenas de Graças, país afora, acolhendo os mais de 10.000 colegas realocados. Ter tido uma Graça por perto, com certeza fez toda a difrença na vida desses colegas que foram acolhidos.Mais do que abrir a porta do lar, ela abriu as portas da esperança. Mesmo que soe como letreiro de placa de caminhão, só quem já esteve em situações criticas na vida, e foi recebido com tanto afeto, sabe o impacto disso na esperança, na retomada da coragem de viver. Esperança cambaleante, naqueles tempos áridos de 95-96. Que bonito gesto!

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  10. Grande texto, Ricardinho. Destaco, em especial, a declaração de afeto, gratidão e reconhecimento que você faz a Graça Machado, com quem também tive o privilégio de conviver e trabalhar mais de perto, tanto como conselheiro estatutário quanto como dirigente da Cassi.

    Assino embaixo de tudo o que você destaca e acrescento: conheço poucas pessoas que demonstram uma preocupação tão genuína com quem precisa — e que ela sempre acolhe quando é procurada. Essa rara capacidade de se sensibilizar com a dor alheia faz dela uma das grandes referências femininas em um universo ainda tão masculino como o do velho bancão e de tudo o que orbita ao seu redor.

    Uma trajetória de luta e conquistas que inspira respeito e admiração.

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    1. Sim querio amigo, e você foi preciso ao trazer a frase: "capacidade de se sensibilizar". E é isso mesmo o que eu não consegui registrar no texto e você me socorre no comentário. Esse compromisso dela, silencioso com o próximo, é também um tipo de milagre. Em um mundo que muitas vezes nos empurra para o individualismo e a frieza, ela insiste em se envolver, em apoiar, em estender a mão. Em conjungar, na prática, os verbos sensibilizar-se e acolher.

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  11. Parabéns Gracinha pela sua trajetória e o legado que tem deixado de sua vida.

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  12. Muito pertinente falar de Liderança Feminina no mês das mulheres! Reconhecimento repleto de sensibilidade e carinho.

    Graça Machado continua sendo extremamente relevante em sua atuação na ANABB e na Cassi! Inspiração de liderança, humanidade e comprometimento para todas nós!

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    1. Sim amiga, e líderes como ela são o sopor nas velas das jornadas de vida e profissional de todos que tiveram, ou têm, a graça de conviver com ela.

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  13. Graça Machado é digna de toda honra e homenagem. 👏🏻👏🏻👏🏻

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  14. Trabalhar com Graça Machado, hoje ou no passado, é um privilégio que apenas quem teve ou tem essa oportunidade pode compreender.

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  15. Gracinha, linda homenagem! Concordo com todos, pois toda homenagem deveria ser sempre em vida para que a homenageada saiba de sua importância na vida de cada colega. E, também, você foi, e ainda é, responsável e participativa por toda liderança, progresso e conquista do Mundo Mulher dentro do Banco do Brasil! Você é uma líder, uma guerreira, na luta pela melhoria da saúde de todos que compõem o quadro dessa Instituição Financeira e demais Orgãos afiliados.

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    1. Eita Denise, que bonito comentário. A história de vida de Graça é tão rica de envolvimento, coragem e transformação de situações, pessoas, processos e negócios que daria um bom livro. Ela é autentica, manteve-se fiel ao seu estilo e jeito de ser, e isto é raro. Na vida, muitos de nós vamos nos perdemos de nossa essência, e ficando mais resignados, rígidos, perdendo a chama interior. Ela não! Gracinha continua com a mesma garra, força e vitalidade, e isso é inspiração para todos nós.

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  16. Emocionei-me muito com es
    sas histórias belas, cheia de amor pelo que fizeram na trajetória de destaque no Banco do Brasil. Bem sei como para mulher é mais difícil pelo preconceito, mas ignoraram, superaram e mostrarque a aresta que sempre tiveram contra evolução da mulher, parecia que o homem se sente ameaçado, não entendo porquê! Sabem se impor sem diminuir o colega, não há posição que mude Graça Machado, em si tratando,de um grande ser humano, sua capacidade é acima do normal, a prova é que continua atuando, com amor e capacidade de conquistar onde atua, sem muito esforço, porque é conhecedora profunda do que faz; criativa, tem um jeito todo especial de conquistar, colegas e amigos. Sou viúva de um funcionário, que teve Graça como sua chefe, dizia-me que ela tinha um jeito diferente de ser, comparando com os que tinha tido antes dela. Meu esposo teve AVC, logo elame enviou mensagem pelo WhatsApp se prontificou para o que precisasse; fiquei muito contente, porque ele resolvia tudo, pouco sabia para resolver os obstáculos, mas ela com sua generosidade; ajudou-me muito, DIGO sempre, Graça é meu anjo TERRENO. Jamais esqueço, do quanto foi é boa para mim. Sou eternamente grata a ela.

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    1. Ao tempo em que declaro meus pêsames, por seu esposo, fico emocionado também por tão belo e precioso depoimento, que reforça uma vida de cuidados para com o próximo, para com pessoas, independente de seus cargos e posições sociais. E isso é raríssimo. O podervai criando estruturas que dificultam o acesso dos mais simples, quase como barreiras visíveis e invisíveis. Gracinha não funciona com barreiras. O acesso até ela é direto. E isto é exemplar na humanização das lideranças.

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    2. Áurea fiquei pensando no que você escreveu. Sei que a sua luta foi enorme e fiz tão pouco.
      Seja feliz depois de tanto sofrimento e continuo com o mesmo zap. Beijos no ❤️

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  17. Que homenagem linda Ricardinho , nossa Graça Machado merece muito, pois é umprivilégio poder testemunhar a força da sua trajetória e a sua grandeza de liderar.
    Ela é daquelas pessoas raras que transformam trabalho em propósito e em cuidado verdadeiro com as pessoas. Sua capacidade de ouvir, resolver e abrir caminhos sempre foi — e continua sendo — profundamente inspiradora.

    Para mim, ela é mais do que uma grande profissional: é uma referência de humanidade, coragem e excelência, merece esta grande homenagem . Amiga , permita-me , pois és minha amiga !!! Obrigada por existir e por iluminar o caminho de tantas pessoas, inclusive o meu.

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    1. Ricardinho,
      Registro meu sincero reconhecimento por sua sensibilidade e qualidade do texto. Trata-se de uma narrativa elegante, envolvente e muito bem construída, que consegue traduzir, com rara precisão, a grandeza da trajetória de três mulheres que marcaram a história da gestão no Banco do Brasil.
      O destaque à Graça Machado é especialmente marcante e justo. Seu texto retrata com fidelidade a dimensão humana e profissional dessa mulher extraordinária, reconhecida em todo o país por sua integridade, generosidade e capacidade de liderança. Graça é, de fato, um exemplo de gestora, de mulher e de ser humano — amiga presente, mãe dedicada, e uma referência permanente de cuidado com as pessoas, sejam elas próximas ou não.
      Ao longo de sua trajetória no Banco do Brasil, destacou-se não apenas pela competência na gestão, mas também pelo compromisso com causas essenciais, principalmente em garantir às mulheres a capacidade de tomar decisões e aumentar a participação feminina em todas as esferas, sem esquecer a defesa dos seus colegas do Banco e a atuação firme em temas ligados à saúde e à CASSI. Seu legado ultrapassa cargos e funções, e é manifesto nas vidas que tocou, nas lideranças que inspirou e nas causas que ajudou a fortalecer.
      Sua crônica faz mais do que homenagear: ela preserva memória, reconhece mérito e reafirma valores que precisam continuar sendo lembrados.
      Parabéns pelo belíssimo texto e por dar voz a uma história tão significativa.

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    2. Marilda, muito obrigado pelo registro sobre o meu debulhar de letrinhas. Registrar a liderança de Gracinha não cabe em parágrafos, por mais bem intencionadosque sejam. Sempre ficará faltando muito. O que mais me impressiona é a constância dela em se manter guerreira e arauta de esperança.

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  18. A Graça Machado é uma das mulheres mais inspiradoras de sua geração...e ela continua na luta, pessoa de fibra, garra e energia admiráveis!

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    1. "Fibra, garra e energia admioráveis", definiu com sabedoria o que representa Graça.

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  19. Dona Graça Machado, eu tenho o prazer de conviver e constatar a cada dia o quanto as mulheres estão muito bem representadas por ela.
    Uma mulher tão importante para nós e para nossa história. Vida longa e muita garra para continuar a nos honrar no cenário feminino. E claro que não só nos representa como mulher, mas também como uma executiva da melhor qualidade. Parabéns sempre.

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    1. Sim, e de alguma forma chegar a um posto tão elevado e se manter fiel aos valores é algo muito inspirador. Porque têm pessoas que não sabem lidar com o poder. O que não é o caso dela. Continua a mesma pessoa, a mesma disponibilidade de ajudar.

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  20. Graça Machado, exemplo de mulher, ser humano, mãe, avó, tia/mãe... tem valores e acima de tudo cuida da sua família com muito zelo e amor! Obrigado por tudo, por ser esse exemplo diário para todos nós.

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    1. Thayro, que depoimento lindo. Porque traz mais uma camada à liderança da Graça, no aspecto familiar.

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  21. Como é prazeroso e importante conhecermos a trajetória de quem já admiramos. Graça continua militando em prol da qualidade do trabalho do e na excelência do bem estar do bancário do BB.

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    1. Sim, concordo contigo, proque tendemos a ver só a foto da pessoa, e quando sabemos que desde muito tempo atrás a pessoa já é vocacionada a servir, parece que tudo adquire um novo sentido.

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  22. Texto maravilhoso que tira em palavras a essência das pessoas que transformam vidas e se transformam em referências até hoje, como é o caso da Graça Machado.
    Parabéns a essas mulheres desbravadoras no Banco do Brasil e na vida.

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    1. É mesmo, fico pensando em como é bom ter por perto o vento de Graças, espalhadas Brasil afora, dando impulso as velas de nosso viver.

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  23. Que texto lindo!
    E digo mais: Graça Machado continua à frente do seu tempo!
    Sempre uma inspiração!

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    1. Pura verdae Cymtia, ela se mantém nas causas, com a mesma garra e vitalidade.

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  24. Minha amiga, ler sobre sua trajetória no Banco do Brasil foi uma revelação emocionante para mim. Se eu já a admirava, agora meu respeito por você é ainda maior ao conhecer o quanto você foi vanguarda, abrindo caminhos com coragem e elegância.
    ​Ver como você se consolidou como uma grande referência na CASSI e, nos últimos anos, tem sido esse exemplo de liderança na ANABB, só confirma que sua vocação para cuidar das pessoas e das instituições é algo raro e admirável. Você sempre deu rosto às soluções! Um grande abraço.

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  25. Oseasssousa19@gmail.com12 de março de 2026 às 09:32

    Minha amiga, Graça Machado, ler sobre sua trajetória no Banco do Brasil foi uma revelação emocionante para mim. Se eu já a admirava, agora meu respeito por você é ainda maior ao conhecer o quanto você foi vanguarda, abrindo caminhos com coragem e elegância.
    ​Ver como você se consolidou como uma grande referência na CASSI e, nos últimos anos, tem sido esse exemplo de liderança na ANABB, só confirma que sua vocação para cuidar das pessoas e das instituições é algo raro e admirável. Você sempre deu rosto às soluções! Um grande abraço.

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    1. É verdade, ela dá uma fisionomia concreta, uma história de vida, a cada pessoa com a qual se relaciona. Perto dela, ninguém é ninguém... Todos são alguém!

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  26. Seu texto retrata com muita fidelidade quem é a Dona Graça. Tive o privilégio de trabalhar com ela na ANABB e posso dizer que sua trajetória e sua forma de liderar marcaram profundamente a minha formação profissional. Dona Graça sempre foi um exemplo de competência, sensibilidade e visão. Uma mulher à frente do seu tempo, que lidera com firmeza, mas também com humanidade e elegância. Aprendi muito observando sua postura, seu compromisso com o trabalho bem feito e, sobretudo, o respeito com que trata as pessoas. É inspirador ver sua história sendo reconhecida e registrada dessa forma. Uma grande profissional e uma mulher admirável.

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    1. Sim Hérica, ela soprou minhas velas no BB ao mostrar que o cliente merece respeito, serviço de qualidade e inovação. E ela faz isso pra todos os clientes, externos e internos.

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  27. Que história linda!
    Mulheres assim nos representam e inspiram… obrigada por compartilhar!
    E muita gratidão a essas mulheres que fizeram e fazem a diferença!
    Dona Graça que tenho a honra de conhecer inspira e nos representa! Sua coragem e pensamento a frente transformou e continua transformando histórias! Obrigada!

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    1. É verdade Raíssa, e ela faz sem querer nada em troca. Faz porque é a essência dela em servir.

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