Quem Sou?

Queria me apresentar melhor aos que foram se chegando no meu cantinho.
Amigos e amigas, sejam bem-vindos e bem-vindas ao meu blog.
Aqui é o meu ninho virtual. Meu diário. Onde me refrigero e me energizo para o arriscoso processo de viver. Onde compartilho os mais íntimos e os mais preciosos acontecimentos do meu vir-a-ser. Ao fazê-lo, crio identificações com outros nas mesmas situações que vivo - mobilizando uma rede de sentimentos e empatia, e porque não dizer de solidariedade.

Exponho-me e desnudo-me aqui. Foi minha opção e escolha ao criá-lo. E esta opção carrega em si mesma fortes riscos de ser mal compreendido e ou os derivados de qualquer exposição pública. Aqui posto meus medos, vitórias, decepções, alegrias...

Aqui é meu espaço catártico, caótico, sem nexo, sem pudores, sem comedimentos.

Não preciso de palco, nem tenho tendências ao exibicionismo. Só sinto prazer em relatar cenas que considero significativas no meu dia-a-dia, como se as compartilhassem numa roda de fogueira, ou na cozinha da casa da vovó. Ou num diário virtual.

Em alguns "compartilhares" corro o risco de ser mal interpretado, afinal as pessoas possuem percepções próprias, e posso ferir algum deles no seu mundo de valores.

A estes peço desculpas. Mas previno-lhe, poderei faze-lo novamente.

Já bastam tantas outras instituições que participo e nas quais tenho que por máscaras para ser aceito, não é?

Não vou candidatar-me a cargo público, nem tenho maiores pretensões profissionais, nada que o uso de meus posts poderiam "destruir' minha imagem. Bela imagem desta pança de cerveja.

Então, relaxei e gozei e aqui encontrei minha melhor porção.

Outro dia li de um fotógrafo famoso uma dica para boas fotos: " tire-as para você, não para que outros a vejam, ou para publicá-las em concursos."

O que posto é do meu infinito particular. E ao fazê-lo curo-me pela palavra.

Este blog é um cantinho de meu ser, com suas maluquices, besteiras e sentimentos.

Não participo mais de comunidade que precise vestir roupa para postar, entendem?

E não temo mais ser perseguido pelos meus posicionamentos. Já paguei este pedágio e foi muito caro.

Quem sou eu?

Eu já dei risada até a barriga doer. Já corri até perder o fôlego. Chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado. Faço inúmeras ricardadas. Já quis ser padre e revolucionário. Criei bode, cachorros, abelhas, peixes, gansos...
Já deitei na grama de madrugada e vi a lua virar sol. Fui filatelista, colecionador de decalques, torcedor da Raposa, atleta e professor de natação. Já me perdi andando pela Caatinga. Já atirei numa espingarda 36, e de raspão acertei a mamãe. Já aprontei com as amadas, e tive homéricas dores de consciência. Gosto de cozinhar, gosto de receber amigos, gosto de lecionar.

Às vezes sou tímido, quase um bicho do mato, noutras pareço um camelô, de tão falante. Posso até aparentar ser um chatildo, sei lá, às vezes eu sou mesmo.

Não coço o saco, não gosto de ficar papeando sobre carros da moda, futebol, ou mulher. Não cuspo no chão e não sei olhar para as partes energéticas femininas, sem ficar vermelho ou dá na cara.

Tenho dificuldade de me defender, e quando não gosto de algo, todo mundo percebe. Tenho medo de tirar sangue e de dentista. Não gosto de confusão, de barraco. Quase parto dessa pra melhor, num acidente de moto. Odeio ficar parado, inclusive em cama de hospital. Desde o acidente de moto, nunca mais subi numa possante. Daquele acidente, restou-me uma sequela para lembranças afetivas, tenho que olhar as fotos para lembrar.

Não fixo nomes e rostos, tudo é difícil de recordar, por isso bato um monte de fotos. Deve ser um problema com a porta USB de meu cérebro.

Abandonei o 3º ano de Eng. Civil, ao engravidar - nas coxas a minha antiga namorada (é verdade, mas ninguém acredita, só eu e ela).
Fui professor de religião, em colégio de freiras, As Damas. A ex-namorada que engravidei, mãe de meus 3 primeiros filhos, estudava naquele colégio, embora não fosse minha aluna, assim mesmo a notícia causou frisson. Divorciei-me aos 10 anos de casado, casei novamente com Cristina e com ela tive meus 4º filho.
Sou pai do Tiago (27), Priscila (24), Rodrigo (22) e João Gabriel (2,5).

Entrei no BB e em psicologia por provocações externas. De um guardinha que me barrou noa cesso ao estacionamento do BB, quando me dirigia para fazer a compensação pelo Banorte, banco que trabalhava. Ele disse que eu entraria se estivesse de moto ou de carro, mas de bicicleta só funcionários do BB. E em psicologia por ser alertado por uma senhora da igreja que eu não poderia conduzir umas dinâmicas de grupo, num encontro da pastoral da juventude. Para ela, só psicólogos poderiam. Ainda bem que não briguei com ela, ela foi a Coordenadora do curso de psi que fiz na UEPB. Sim, ao ingressar no BB fui de bicicleta no BB Campina Grande-PB, para abrir a conta e preparar os documentos para posse em Poções-BA. O guardinha ficou puto, mas teve que me deixar entrar.

Fundei uma ONG que cuidava de portadores do vírus da aids, o GAV.

Gosto de goiaba e jambo, já subi em árvore pra roubar fruta, subi em telhado para empinar papagaios. Desci calçada de patinete, freando com a chinela no chão. Fiz caverna do super-herói, no sotão lá de casa. Adorava ver "Viagem ao Fundo do Mar" e "Perdidos no Espaço". Sempre gostei de tecnologia. Tenho medo de polícia e de ladrão.

Vi meu ônibus sair, ficando com o bilhete na mão, corri atrás dele, pagando mico e perdendo a condução. Alás já paguei inúmeros micos, me acho um pouco Mr. Bean.

Já quase me afoguei no mar. Na infância adorava monteiro Lobato e a coleção Pequenos Cientistas.

Nadava um hora por dia para compensar um crescimento do coração, que depois ficou provado que era ósseo, este coração...

Cai de escada de coral e quebrei o braço, já fiz juras de amor eterno, e serenatas. Já saí para caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ou tudo, só para ouvir as estrelas e falar com a lua. Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas, sentindo a falta de uma só. Já vi pôr-de-sol vermelho, já olhei a cidade do alto, e mesmo assim não encontrei o meu lugar.

Já levei bofete no olho e nunca mais briguei. Sim já brochei, e acho que na infância fiz troca-troca, não me lembro bem.

Vez por outra posto vídeo ou fotos de cuecas ou semi-nu que são uma atração à parte.

Este sou eu, um monte de contradições, de sentimentos confusos, e maluquices.

Mas, de uma coisa tenham certeza, sou muito fiel a alguns valores, e por eles me transformo continuamente: a fé em Jesus - que nunca a perdi embora a não diga o mesmo de suas igrejas, as amizades, a família, o trabalho, a gratidão, a solidariedade, a bondade, a força de vontade de teimar em sempre recomeçar.

Tenho um blog e ficarei honrado com sua visita.

2 comentários:

  1. Excelente pessoa, um exemplo, isso porque o conheci pela primeira vez, e toda a turma ficou encantada com sua brilhante aula e excelente percepção do ser humano.

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